Reuniões com a intérprete
No dia 22 de maio começamos as reuniões entre intérprete e compositor.
A dinâmica foi de registrar em vídeo o encontro e sentados ao piano passar a peça compasso por compasso.
O foco foi justamente a perspectiva da interpretação.
O que se notou:
a- a diferença entre a abordagem orquestral do compositor e a dimensão técnico-expressiva do intérprete.
b- análise de passagens em que há entrechoque aquilo que está escrito e a sua efetividade idiomática.
c- experimentação de propostas de solução desses entrechoques.
d- questões/dúvidas de notação.
e- comentários sobre as ideias da peça, sobre sua composição, sobre possíveis imagens que ela sugere ou que podem ser utilizadas depois na encenação. Mas o foco foi a demorada leitura da peça e suas questões técnico-expressivas.
f- leitura atenta da peça feita em um andamento bem mais lento que o sugerido na partitura.
g- a pedalização de diversas passagens. Pois não há indicações de pedalização em todas as obras do ciclo.
h- As modificações são anotadas na partitura, e compartilhadas com o compositor.
Comentários
Postar um comentário