arquivos de som

 Uma solução para questões de espaço tornou-se um procedimento que efetiva a estética multissensorial da obra.

No início, a questão era de se ter, além da pianista, a presença física de atores responsáveis pelos textos que seriam recitados durante o espetáculo.

Com uma área menor de atuação no teatro escolhido como lugar das apresentações, outras possibilidades foram aventadas, como gravação e disparo de sons em off.

Hoje fui para o estúdio gravar os sete arquivos que lançam para o público as ideias composicionais da perspectiva autoral da obra. Junto do trabalho de gravação, há a avaliação de possibilidades técnicas e expressivas dos sete arquivos sonoros gerados.

Assim temos:

1- gravação do som vocal

2- Edição do som vocal com efeitos de espacialização e inserção de outros subarquivos sonoros.

3- Fechamento do arquivo e testes durante os ensaios.


Durante a gravação do som vocal, evitei ler o texto projetando algum persona com um locutor. Procurei, além da articulação vocal, determinar a inteligibilidade do texto. Cada trecho alterna entre aspectos informativos e frases mais expressivas. É preciso modular a fala para essas mudanças. 

A leitura do texto para a gravação me trouxe algumas ideias para a fase de edição dos arquivos sonoros. Além da rubrica do roteiro, tinha em mente os pressupostos de não duplicar no som em off informações que vão ser projetadas no vídeo.

A edição já começou logo depois da gravação, com a audição de cada arquivo e discussão de possibilidades de seu tratamento sonoro com o Designer Sonoro Glauco Maciel.

Anotei no roteiro as seguintes indicações

TEXTOS 

1 : Situação de quem está enclausurado. prisão.

2: Sala de apartamento, cozinha

3: Mundo microscópio

4: Fogueira, fogo.

5: Bar de Jazz, ácido, festa, acelerado.

6: Rádio Nacional, som de vinil, distância

7: Galeria de arte. Passos


Glauco vai trabalhar nas referências e me apresentar os arquivos sonoros com suas propostas.



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